Julho

Há actividades algodoeiras do mês anterior que continuam neste mês, nomeadamente Ensaque/Separação de Qualidade (XI) e Transporte de Sacos (XII). Adicionam-se as novas, abaixo descritas:

1. Ensaque/Separação de Qualidade: Depois do processo de secagem, o algodão caroço deve ser colocado em sacos de algodão ou juta, compactando o suficiente para alcançar o peso máximo de 30 à 35 Kg por saco, devendo-se ter o cuidado para não quebrar as fibras e o caroço.

Neste processo, o produtor tem mais uma oportunidade de separar o algodão de diferentes qualidades, colocando-o em sacos distintos e marcados para efeito de identificação.

Os sacos de algodão, depois de bem fechados (costurados), de tal forma que não se veja o algodão, devem ser armazenados em local limpo, seco e fresco, sob protecção da chuva, mantido sob todas as condições de segurança para que não haja incêndio, bem como evitar actos que possam causar alguma chama (fogo), tal como fumar, fazer lareira ou cozinhar no local ou ao redor do armazenamento do algodão caroço, mantendo estes cuidados até ao dia do mercado/comercialização.

Os produtores devem tomar o cuidado para não misturar as qualidades do algodão caroço (de primeira e de segunda) no processo de ensaque e armazenamento de sacos, evitar que os sacos se molhem e que não haja contaminação por folhas, pedaços de plantas, poeiras, pedras ou outro material estranho, pois podem baixar a qualidade, o valor do algodão e o dinheiro a ser pago pela sua venda.

XII. Transporte de Sacos: Chegado o período de comercialização do algodão caroço, os sacos de algodão são transportados a partir da casa do produtor para os respectivos mercados pré-estabelecidos pelas empresas de fomento, em coordenação com as autoridades locais. Neste processo, deve-se manter o cuidado para que não haja mistura de qualidades, contaminação ou humidade no algodão.

XIII. Mercados: As datas e os locais de realização dos mercados de comercialização do algodão caroço são propostos pela empresa de fomento em acordo com os representantes dos produtores, os chefes das aldeias e/ou regulados e o Governo local e submetidos à aprovação do IAM, através das Delegações regionais. Os mercados poderão ser fixos ou móveis, conforme aplicável em cada zona.

Actualmente distinguem-se duas formas de comercialização:

  1. No dia do mercado uma brigada da empresa comportando as seguintes funções um pesador, um escriturário, um classificador e um pagador, inicia o processo de classificação do algodão caroço, separando e verificando saco por saco, o de primeira e o de segunda qualidade, pesando, registando o peso e o respectivo valor, deduzindo os valores de crédito, podendo pagar a pronto pagamento ou não.
  2. No dia do mercado a empresa de fomento envia o classificador, o pesador e o escriturário, que recolhem o algodão, separam e verificam o de primeira e o de segunda qualidade, e depois entregam ao produtor uma nota de confirmação de crédito. Com base na cópia desta, a empresa disponibiliza o dinheiro e, subsequentemente, o pagador vai fazer o pagamento do montante correspondente à nota entregue ao Produtor, num dia diferente do dia da recolha de produção.

Em ambos os casos é importante que:

 

  1. As comunidades escolham seu representante para acompanhar e controlar o processo de comercialização do algodão caroço, devendo ser pessoa idónea, que saiba ler e escrever;
  2. Verificar a afinação da balança antes do início das pesagens, assegurando que estão correctamente calibradas;
  3. Considerar que se desconta 1 Kg de peso do saco vazio por cada pesagem;
  4. Assegurar que o peso mostrado na balança é efectivamente registado, anotando em separado o algodão da primeira e o da segunda, embora no final se possa somar;
  5. Assegurar que o montante descontado pela empresa correspondente a crédito em factores de produção é, efectivamente, reconhecido pelo produtor e que corresponde aos adiantamentos recebidos;
  6. O algodão é pago por preço igual ou superior ao preço mínimo aprovado pelos órgãos competentes do Estado;
  7. O total pago corresponde à soma do quantitativo do algodão caroço (primeira e segunda), subtraído o crédito referido na alínea e) acima.

XIV. Fiscalização de Mercados de Algodão Caroço: Esta operação é realizada pelo IAM, através de fiscais presentes continuamente nos mercados, constituídos por seus técnicos ou mandatários, para inspeccionar os mercados, apoiar tecnicamente as partes (brigadas e produtores) e, havendo lugar para tal, sancionar as infracções que tal demandem. Nesse processo, é importante que as comunidades tenham conhecimentos dos problemas que estejam a decorrer ao nível dos mercados e que alertem aos inspectores sobre estes.

  1. Inspecção de Mercados: É uma actividade realizada para aferir o correcto funcionamento de mercados (comercialização), incluindo a presença, assiduidade e acção dos fiscais. Esta actividade é feita por amostragem e não é contínua.

XVI. Destruição de Restolhos do Algodão: Arrancar e amontoar todos os restolhos de plantas de algodoeiro, depois da colheita, deixar secar e queimar ou triturar mecanicamente. Esta operação visa romper a reserva de pragas e doenças para que não transitem para a campanha seguinte, por isso há que garantir que todo o algodoeiro seja arrancado e queimado até o dia 31 de Julho, de modo a obedecer a pausa obrigatória de 3 meses entre o arranque dos restolhos e as novas sementeiras.

A actividade de destruição de restolhos refere-se exclusivamente aos restolhos do algodoeiro e não aos outros materiais vegetais.

 

Contactos

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Sobre Nos

O Instituto do Algodão de Moçambique (IAM) é uma instituição pública tutelada pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar e criada pelo Decreto n° 7/91, de 23 de Abril, cujas atribuições e competências constam do Decreto n° 36/2015, de 31 de Dezembro.