


A Delegação do Instituto das Amêndoas de Moçambique, IP, em Cabo Delgado, realizou na passada terça-feira, no distrito de Montepuez, uma acção de formação sobre Maneio Integrado de Cajueiros, no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju (PDC) 2025-2034. O treinamento, dirigido pelo delegado provincial, António Jone, reuniu cerca de 26 técnicos extensionistas de vários distritos da província e contou com a presença do secretário permanente do distrito, em representação da administradora.
O encontro teve como objectivo dar a conhecer aos técnicos o programa de desenvolvimento do caju para a próxima década, num esforço para reforçar competências e melhorar o desempenho da actual campanha.
Ao longo da sessão foram tratados quatro temáticas principais: socialização do PDC 2025-2034; Maneio Integrado dos Cajueiros (MIC); controlo de pragas e doenças do cajueiro; e direitos e deveres dos funcionários e agentes do Estado.
Do debate resultaram várias recomendações e preocupações levantadas pelos participantes. Defendeu-se a criação de condições para alargar a implementação do PDC 2025-2034 a um maior número de produtores, e confirmou-se que produtores comerciais e prestadores de serviços de pulverização, poda e manutenção de atomizadores podem aceder ao financiamento, desde que cumpram os requisitos exigidos.
Foi ainda sublinhada a necessidade de sensibilizar os produtores para aderirem às novas abordagens do PDC, sobretudo nas zonas fronteiriças, onde alguns produtores comerciais recorrem a programas de países vizinhos. Os participantes alertaram também para o aumento da incidência de pragas e doenças emergentes no cajueiro, a par de problemas fitossanitários já conhecidos que se têm manifestado com maior frequência e abrangência geográfica.
No encerramento, o Delegado manifestou satisfação com os resultados alcançados, destacando ter sido possível reunir todos os técnicos extensionistas da província para a socialização do PDC e a formação sobre o MIC 2026. O Delegado anunciou ainda que o IAM, IP prevê contratar, nos próximos dias, uma Instituição Financeira Participante (IFP), que irá lançar linhas de financiamento destinadas aos vários actores da cadeia de valor do caju.

