

O Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM, IP) realizou esta quarta-feira, 11 de fevereiro, em Maputo, um seminário de capacitação destinado a preparar os seus técnicos para o novo modelo de Maneio Integrado do Cajueiro (MIC), enquadrado no Programa de Desenvolvimento da cadeia de valor do Caju (PDC 2025 – 2034).
A iniciativa visa dotar os técnicos de conhecimentos técnicos e operacionais necessários para a correta implementação do novo modelo. O seminário contou com a participação de membros do Conselho de Direção, técnicos e da Delegação Provincial de Maputo, que foram apresentados aos objetivos do programa e à abordagem da cadeia de valor do caju como um sistema integrado.
Na abertura do encontro, o Diretor-Geral do IAM,IP, Ilídio Bande, enfatizou a importância de replicar o seminário nas delegações provinciais para garantir a capacitação de todos os técnicos e a harmonização das técnicas de apresentação. Sublinhou ainda a criação de grupos de apoio para auxiliar as províncias na implementação eficaz do programa.
Entre os resultados esperados destacam-se a melhoria do entendimento do programa, o domínio da sua operacionalização e o alinhamento claro das funções de cada interveniente.
Por seu turno, o facilitador Mateus Comé, esclareceu que o IAM,IP ficará responsável pela componente técnica do programa, incluindo a implementação e o acompanhamento no terreno, enquanto a componente financeira será gerida pelas Instituições de Financeiras participantes.
O programa será implementado em todo o país, respeitando as especificidades de cada província e distrito. Durante o seminário foram discutidas as funções de cada interveniente no programa, as principais doenças e pragas que afectam o cajueiro, bem como o processo de transição do actual pacote de pesticidas para o pacote integrado do novo modelo do PDC designado Cesto de opções.
Para a presente campanha esta prevista a pulverização de mais de 12 milhões de cajueiros, com o tratamento químico segundo a nova abordagem do MIC agendado para o período entre junho e setembro deste ano.
Um dos principais desafios identificados é a definição dos preços que os agrodealers aplicarão aos produtores e o estabelecimento de mecanismos de controlo eficazes. O objetivo é garantir a proteção dos produtores e evitar práticas de preços que possam comprometer a sustentabilidade da produção de caju no país.
