IAM, IP socializa PDC 2025-2034 nos distritos da zona sul de Cabo Delgado

A delegação do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM, IP), realizou sessões de socialização do Programa de Desenvolvimento da Cadeia do Caju (PDC 2025-2034) nos distritos de Montepuez e Balama, na província de Cabo Delgado, durante três dias em junho. O objetivo foi colher contributos dos intervenientes da cadeia de valor do caju para uma implementação eficaz do programa.

As sessões foram orientadas pelo Delegado Provincial do IAM, IP, António Jone, acompanhado pelo chefe do Departamento de Desenvolvimento da Produção Agrária (DDPA), Engenheiro Hermínio Massangaie, e pelos técnicos da instituição.

Na ocasião, António Jone destacou que o PDC 2025-2034 constitui um instrumento orientador para impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do caju, aumentar a produtividade, promover o processamento local e melhorar as condições de vida dos produtores. O dirigente sublinhou ainda a importância do envolvimento dos governos distritais, produtores, comerciantes e demais actores do sector para o sucesso do programa.

Durante os encontros, foram apresentadas preocupações e sugestões visando o aperfeiçoamento do plano e da sua operacionalização. Entre os aspectos levantados esteve a necessidade de reforçar os meios logísticos dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE), incluindo motorizadas, viaturas, combustível e agentes de desenvolvimento comunitário, para garantir uma monitoria eficaz das actividades.

Foram igualmente colocadas questões relacionadas com a expansão da base produtiva, tendo em conta que os produtores familiares não são elegíveis para determinadas modalidades de financiamento. Os participantes defenderam que o programa deve contribuir para que os produtores obtenham rendimentos sustentáveis, assegurem a alimentação das suas famílias e tenham capacidade de investir em outras actividades económicas.

Outros temas debatidos incluíram a revitalização da fábrica de processamento de caju de Nangade, actualmente inoperacional, a necessidade de uma divulgação mais efectiva e menos burocrática das linhas de financiamento, bem como formas de reduzir a saída da castanha de caju para a Tanzânia através da bacia do Rovuma e garantir dados mais fiáveis sobre a produção e comercialização.

No final das sessões, António Jone agradeceu as contribuições apresentadas pelos participantes e referiu que o processo de socialização do PDC 2025-2034 continuará a abranger provedores de serviços e outros actores-chave da cadeia de valor do caju, reforçando o compromisso com uma implementação participativa e inclusiva do programa.

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